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Por: Priscila Mendes/Jornalismo Light FM*
Foto: Reprodução / Pixabay

O Governo de Minas iniciou nesta segunda-feira (2), em Brumadinho, a liberação do Aedes aegypti com Wolbachia, tecnologia inovadora de combate à dengue e às arboviroses. A ação, coordenada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), marca uma nova etapa da política pública de enfrentamento à dengue, chikungunya e zika na Bacia do Paraopeba.

O Método Wolbachia utiliza o mosquito com a bactéria natural Wolbachia, capaz de reduzir a transmissão dos vírus da dengue, chikungunya e zika. A estratégia já apresenta resultados positivos em outras cidades brasileiras e agora começa a ser aplicada na região atingida pelo rompimento da barragem.

Para o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, o início da operação representa um avanço histórico na saúde pública mineira.

“Hoje é um dia histórico para Minas Gerais, porque uma nova ferramenta chega para reforçar o combate à dengue, chikungunya e zika. Pretendemos reduzir drasticamente os números de casos no estado. Este ano teremos indicadores mais controlados e vamos avançar no enfrentamento a uma doença que há décadas impacta a população”, afirmou.

A estratégia será ampliada gradualmente para outros 21 municípios da Bacia do Paraopeba. A iniciativa é realizada pelo WMP Brasil, com apoio da Fiocruz, da SES-MG e da Prefeitura de Brumadinho.

Produção dos wolbitos  

Os wolbitos são produzidos na biofábrica instalada em Belo Horizonte, construída com investimento superior a R$ 77 milhões, com recursos do Acordo de Reparação de Brumadinho, firmado entre Governo de Minas, Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública de Minas Gerais e a Vale.  

Método seguro e baseado em ciência

A programação inclui a Exposição Método Wolbachia, aberta ao público no Centro Administrativo da Prefeitura de Brumadinho até a primeira quinzena de abril, com informações sobre a tecnologia e seus resultados.

Segundo o Governo de Minas, o Método Wolbachia não envolve modificação genética. A bactéria é natural e está presente em cerca de 50% das espécies de insetos. Não causa danos à saúde humana, aos animais ou ao meio ambiente.

Após a liberação, os mosquitos com Wolbachia reproduzem-se com o Aedes aegypti local e transmitem a bactéria às próximas gerações. Com o tempo, a maioria da população do mosquito passa a carregar a Wolbachia, reduzindo a transmissão dos vírus e, consequentemente, os casos de dengue e outras arboviroses.  

*Com infirmações da Agência Minas

Capa da música Plataforma Light FM 103.9