Por: André Luís Monteiro/Jornalismo Light FM
Foto: Giovanna Lyssa/AMM
O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM) e prefeito de Patos de Minas, no Triângulo Mineiro, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), disse nesta terça-feira (10) à Light FM que a tragédia ocorrida na Zona da Mata, região atingida por fortes chuvas em fevereiro, poderia ser evitada caso recursos para obras permanecessem nos municípios.
No mês passado, o prefeito participou de uma mobilização em Brasília contra o que os gestores municipais classificam como “pautas-bomba”, projetos que tramitam no Congresso Nacional e que, segundo os municípios, impactam o equilíbrio fiscal das cidades.
“Nós temos todos os anos manchetes sobre essas enchentes e tragédias. Pessoas perdem suas vidas, famílias são dilaceradas e comerciantes perdem tudo. Na nossa visão, isso acontece porque o dinheiro não fica nos municípios. Se o dinheiro ficasse nas prefeituras, a população teria inclusive mais condição de cobrar. O povo paga os impostos, mas 90% vai para Brasília e capitais estaduais. Só 10% fica nas prefeituras”, afirma.
Segundo Falcão, a divisão dos recursos públicos entre os poderes precisa mudar. “Dinheiro não é do governador, não é do presidente, não é do deputado, não é do prefeito. O dinheiro é do povo que está lá na cidade pagando imposto. É por isso que tanta gente não gosta de política. Você paga o imposto e na hora da tragédia não vê o retorno para a população.”
O prefeito também comentou sobre a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), sancionada em dezembro pelo governador Romeu Zema (Novo), e defendeu que os municípios participem da discussão sobre os contratos de concessão da empresa. “Na AMM, nós temos inúmeros prefeitos que são contra a privatização e muitos outros que são a favor. Acontecendo uma coisa ou outra, nós defendemos que os municípios sejam respeitados. Quem assina contrato com a Copasa e é cobrado quanto falta água é o prefeito”, completa.

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