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BH decreta emergência com aumento nos casos de doenças respiratórias

BH decreta emergência com aumento nos casos de doenças respiratórias

Por Priscila Mendes/Jornalismo Light *
Foto: Free Pik

Para reforçar a assistência prestada à população usuária da rede SUS-BH, a Prefeitura de Belo Horizonte decreta nesta sexta-feira (10) situação de emergência em decorrência das doenças respiratórias. A estratégia foi adotada considerando que, se a tendência de aumento de atendimentos se mantiver, o pico de casos poderá ocorrer entre as semanas epidemiológicas 16 e 17, correspondentes ao período de 19 de abril a 2 de maio.

A publicação do decreto permite que a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) amplie o acesso a recursos dos governos federal e estadual. Com isso, será possível contratar mais profissionais para reforçar a assistência, ampliar o horário de funcionamento das unidades de saúde e implementar novos serviços, além de garantir mais agilidade na aquisição de equipamentos, insumos e medicamentos.

Em 2026, até o momento, foram realizados cerca de 112 mil atendimentos a pessoas com sintomas de doenças respiratórias nos 153 centros de saúde e nas nove Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). As faixas etárias com maior procura por cuidados são as de 20 a 39 anos, com pouco mais de 15 mil atendimentos, seguidas pelas de 40 a 59 anos, com cerca de 11 mil.

Para ampliar o acesso, a SMSA disponibiliza teleconsultas de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, voltadas ao atendimento de casos clínicos leves, incluindo sintomas respiratórios. O agendamento pode ser realizado on-line no portal da Prefeitura.

Em relação às solicitações de internação, foram registrados mais de 3,7 mil pedidos. Desse total, os idosos com 60 anos ou mais concentram a maior demanda por leitos hospitalares, com mais de 1,8 mil registros, seguidos pelas pessoas de 40 a 59 anos, com quase 600.

Vacinação

Atualmente, o município disponibiliza diversos imunizantes que protegem contra doenças respiratórias. A vacina contra a gripe está disponível para os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, idosos com 60 anos ou mais, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, entre outros.

A vacina contra a covid-19 é ofertada para crianças de 6 meses a menores de 5 anos, gestantes, idosos com 60 anos ou mais, além de crianças de 5 a 11 anos e pessoas a partir de 12 anos pertencentes aos grupos prioritários.

Já as gestantes, a partir da 28ª semana de gestação, podem receber a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), um dos principais causadores de bronquiolite em bebês. A dose é única, com recomendação de nova imunização a cada gestação.

*Com informações da PBH